Reunião em Brasília traz avanços para produção e comercialização do Queijo Canastra

Publicado em 01/10/2012 - politica - Da Redação

O presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSC) foi representado pelo consultor da ALMG, Júlio Bedê, na reunião que, ocorreu, recentemente, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abasteciemento (MAPA), em Brasília.  Durante o encontro foi e discutida a regulamentação federal dos queijos artesanais produzidos a partir de leite cru. Na ocasião, o presidente da Associação de Produtores do Queijo Canastra (APROCAN), João Carlos Leite descreveu as dificuldades e a situação de exclusão dos produtores mineiros que não têm possibilidade de comercializar seus produtos em outros Estados. Além da falta de legislação, ele reclamou da exigência de que as propriedades produtoras tenham certificado Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose. “Temos milhares de produtores e milhões de consumidores, mas a Instrução Normativa (IN) nº 57, 2011,  do MAPA, inviabiliza a venda dos nossos produtos e sem uma legislação específica, nossos produtos são comercializados clandestinamente e muitos de nós não tem acesso às políticas públicas”, avaliou João Carlos.
Os produtores e representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), do Estado de Pernambuco, que também estiveram presentes, concordaram com a inviabilidade de cumprir as exigências da IN MAPA nº57 e pediram a inclusão formal de três produtos artesanais do Estado: o Queijo de Coalho, a Manteiga de Garrafa e o Queijo de Manteiga.
Após a apresentação das demandas, o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, admitiu que há uma crise na relação do Poder Público com a sociedade e que é preciso uma revisão imediata das normas regulamentadoras do segmento de produção em âmbito nacional. Ele também destacou que a IN nº 57 do MAPA foi um ensaio desenvolvido para regulamentar indústrias e que portanto não há como enquadrar a produção artesanal.

Medidas
No final do encontro, o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Ênio Marques sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), que será coordenado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que terá a função de para revisar o IN MAPA nº 57 e estabelecer um marco regulatório para a produção e comercialização de produtos artesanais. A primeira reunião desse grupo está agendada para 22 de outubro do ano corrente e tem a finalidade de estabelecer o plano de ação e cronograma de trabalho.
O presidente da APROCAN, João Leite, saiu satisfeito do encontro e animado com o próximo encontro. “ A reunião foi fantástica e representa um avanço significativo no âmbito social, pois a nova lei será criada em caráter participativo. É sem dúvida a realização de um sonho. Somos muito gratos ao deputado Antônio Carlos Arantes por intervir nessa causa e possibilitar este avanço no setor produtivo mineiro”, concluiu.

Ricardo Gandra - Assessoria de Imprensa