Deputado Antônio Carlos quer Monte das Oliveiras como patrimônio Cultural do Estado

Publicado em 06/04/2009 - politica -

830_01O deputado estadual Antônio Carlos Arantes entrou nesta quinta-feira, 2 de abril, com um projeto de lei (PL) na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para que o Monte das Oliveiras, cenário bíblico localizado no município de Alpinópolis, seja declarado como Patrimônio Cultural do Estado. O deputado foi amigo do historiador e fundador do Monte das Oliveiras, José Iglair Lopes e tem acompanhado a grande evolução por qual tem passado o local desde a sua idelização em 1983. “Estou ciente daquilo que representa o Monte das Oliveiras, é uma atração cultural, histórica e religiosa não apenas para os moradores de Alpinópolis, mas, sobretudo, para peregrinos religiosos de todo o Estado e até do Brasil”, explica. A fala do deputado ganha força no testemunho do presidente da Associação Filantrópica Apóstolos de Cristo, Marcelo Domingos, que confirma que o Monte das Oliveiras não pertence ao município e sim a região. A Associação é responsável por manter e organizar os rumos que norteiam o Monte das Oliveiras. Ao saber da intenção de Antônio Carlos, Marcelo se recordou. “A maior verba federal aplicada no Monte das Oliveiras foi em uma casa de oração e foi providenciada pelo então ministro Carlos Melles e o seu assessor era o Antônio Carlos. Ele tem o seu grau de colaboração. É muito bem-vinda esta iniciativa dele”, disse.
O filho do fundador, o professor Dimas Lopes, afirma que este PL do parlamentar tende a valorizar o aspecto cultural explorado pelo Monte das Oliveiras e acrescentou: “Tenho a impressão de que esta intenção do deputado for aprovada na Assembléia, o Estado terá um olhar mais atento para o local, poderemos conseguir mais apoios, inclusive, aqueles de ordem financeira”.

Fiéis lotam o Monte das Oliveiras na Semana Santa
O guia turístico do Monte das Oliveiras, Moisés Lemos David esclarece que a encenação da Semana Santa ocorre há 15 anos e que em dois dias de apresentação, quinta-feira e sexta-feira da paixão, o local chega a ser ocupado por 15 mil fiéis. “Já chegamos a receber 20 mil pessoas e tudo é gratuito para o público”, expõe. Moisés relata ainda que o projeto possui muitas coisas para serem construídas e alguns monumentos estão em fase de construção.