Publicado em 09/07/2014 - geral - Da Redação
Por: Luciano Marques
- Ô Zé! Tá sumido uai! Tava viajâno?
- Tava nada, Tião! Tô por aí memo.
- E o jogo?
- Que jogo?
- Da seleção, uai!
- Que seleção? Ah! da seleção da Alemanha?
- Ê Zé, só ocê memo!
- Lá em casa só deu pra vê até o hino nacionar...
- E foi o mió do jogo pra nóis, né? Mas e o resto?- O resto nóis tivemo que assisti na venda, porque a maritaca surcidô, comêno os fio da luz, e nóis fiquêmo lá, só oiano, um pra cara do outro, iguar os jagador do Brasil, onti.
- Que azar, hein Zé?!
- Azar? Azar nada; foi sorte, Tião?
- Sorte que jeito, Zé? Nóis perdeu, uai!
- Perdêmo um, ônti, mas ganhêmo seis, na sorte!
- É... tá certo!
- E tivemo mais sorte ainda, sabia?
- Por que, Zé?
- Porque a Alemanha tirô o pé e ganhô de nóis só na banguela. Senão, Tião, a desgraça ia sê muito maior!
- É... pior que é, Zé! Foi sorte, né?!
- Foi mêmo, Tião. E sorte é um trem disinqueto: muda de lado, toda hora!
- Muda mêmo. É iguar o tempo: muda derrepente!
- Por falá em mudá, Tião, vamo mudá o rumo dessa prosa, home? Porque, onti, foi um dia pra esquecê!