Publicado em 06/06/2014 - geral - Da Redação
A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanha, na Corte de Apelação de Bolonha julga, o pedido de extradição de Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal nº 470 (STF) pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato. Após solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério da Justiça (MJ), a AGU ingressou em nome do Brasil como terceira parte no processo movido pelo Ministério Público italiano, solicitando a extradição de Pizzolato para o país. A defesa de Pizzolato apresentou à Justiça italiana novos argumentos para o caso. O processo tramita em segredo de justiça.
A pedido do Advogado-Geral da União, ministro Luís Inácio Adams, o Diretor do Departamento Internacional da Procuradoria-Geral da União (PGU), Boni de Moraes Soares, foi designado para acompanhar a audiência nesta quinta-feira (05/06), junto com representantes do MPF e do MJ. Segundo o DPI, qualquer que seja a decisão do Tribunal de Apelação de Bolonha, o acórdão está sujeito a recurso perante a Corte de Cassação em Roma.
Por intermédio da Autoridade Central para Extradição e do Ministério das Relações Exteriores, o Ministério Público Federal apresentou ao Estado italiano documentação e fotos de três instituições prisionais brasileiras onde Pizzolato poderá cumprir pena caso seja extraditado. As indicações foram feitas pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e apontam a penitenciária da Papuda, em Brasília, e as de Canhanduba e Curitibanos, ambas em Santa Catarina.
Histórico
Henrique Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de reclusão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. O sentenciado fugiu do Brasil em 2013, mas foi localizado pela Interpol em Modena, Itália, onde está preso, para fins de extradição, desde 5 de fevereiro de 2014.
Fonte: Assessoria AGU